

Manobras no Porto é um programa de acção e de construção colectiva, que desafia cidadãos comuns e agentes culturais para intervir no presente e no futuro do Centro Histórico da cidade através de iniciativas de criatividade urbana, nas quais se cruzam o popular e o erudito, o tradicional e o alternativo, o efémero e o duradouro. O resultado serão dezenas de eventos informais, espalhados no tempo e no espaço, com especial concentração em Setembro de 2011 e 2012, no Centro Histórico do Porto.
Neste movimento cabem muitas Manobras: projectos de grande envergadura e micro-acções; iniciativas pontuais e prolongadas; pelotões, brigadas de reconhecimento e agentes infiltrados. Em cada um dos anos de 2011 e 2012 teremos três períodos distintos:
Período de acções continuadas ›› Março a Setembro
Período preenchido com práticas regulares, processos duradouros de exploração, de concepção, de levantamento, de formação, de envolvimento, de produção.
Oficinas, debates, encontros; programas de formação; espaços dedicados a temas; estruturas leves (físicas ou virtuais) de apoio a práticas específicas, etc.
Este será também o período de concepção e pré-produção de eventos dedicados ao período de programação concentrada em Setembro.Período de programação concentrada ›› Final de Setembro
5 dias de acontecimentos com formatos e protagonistas diversos, concentrados no Centro Histórico, e daí propagados para a cidade e para o seu exterior. Em 2011 este período acontecerá de 28 de Setembro a 2 de Outubro.
Concertos, intervenções em espaço público, exposições, caminhadas, percursos, conferências, refeições, feiras, filmes, documentários, exibições, todos tendentes a estabelecer novos interesses, participações e espaços de fruição.
Esta programação está em definição durante a Primavera e Verão, articulando os projectos e parcerias em curso com as propostas provenientes da Convocatória Aberta já lançada.Período de balanço ›› Outubro a Janeiro
Será um tempo para analisar as experiências, para propor acertos de rumo e para adivinhar novas Manobras.
Em 2011 propomos um desafio específico: um inventário crítico e provocador da Cidade.
Que Cidade é esta? Que Cidade pode ser esta?
Queremos explorar, discutir e registar em profundidade a nossa realidade física, humana e quotidiana; trazê-la para um espaço de visibilidade comum e equivalente, principalmente os componentes menos conhecidos da sua diversidade.
Queremos alimentar a capacidade de emancipação de grupos e pessoas pelo trabalho de descoberta, cruzamento e reforço das suas forças próprias, e contribuir assim para que a cidade se auto-reconheça, se inter-posicione e se emancipe publicamente.
Resultados Convocatória Aberta Manobras no Porto 2011
LINHA CONVERSAS / PROJECTOS APROVADOS
• Conversas possíveis / Pedro Jorge Pereira
• Sé à Rua - O cinema em formação / CPC, Cineclube do Porto
• IN LOCO / Mergelab
• Olha lá - duas de letra, "Vamos Comer A-gostinho" / Associação 10pt
• Olha lá - duas de letra, "Marginais?" / Associação 10pt
• Olha lá - duas de letra, "Fala: Corpo" / Associação 10pt
• Conversas sem Abrigo / Pele - Espaço de contacto Social e Cultural
• Banquete no centro histórico / SWark
• O São João do Porto e o São Pedro da Afurada / Trenmo
• Idas e voltas pelo rio / Trenmo
• Encontros DesNORTE / Companhia Instável Associação, Cristina Planas Leitão
• Planta / Pedro Soares Neves
Júri: Ana Clara Silva (C-M Guerra Junqueiro) / Braz Pereira (SRU) / Patrícia Romeiro (CEGOT – UP)
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LINHA INSTALAÇÕES / PROJECTOS APROVADOS
• Modalidade A, Miradouro da Sé – O Júri considera que nenhuma das propostas reúne as qualidades requeridas.
• Modalidade B, Miradouro da Vitória – Construção em calças e camisas / André Castro Vasconcelos
• Modalidade C, Instalação Dispersa – Em cima da vila / João Lopes Cardoso
• Modalidade D, Sistema de Sinalética – Fazer cidade / Metroquadrado - Amado, Saraiva e Magalhães
As propostas desta linha foram seleccionadas na condição de serem objecto de recomendações por parte do Júri e da organização, com vista a articular a sua concretização no contexto do Manobras.
Júri: Ana Rainha (ESAD) / Manuel Mendes (FAUP) / Susana Milão (ESAP)
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LINHA DOCUMENTÁRIOS / PROJECTOS APROVADOS
• A Peste no Porto / Miguel Alexandre Dinis de Oliveira
• Recreativas / Filipa Mora
• Porto: Um senhor imponente e tatuado / Diego Casanovas Felício
• Cronograma de um Retrato Iconográfico / J. Peneda, J. Simões e Vera Almeida
• As Tasquinhas / José Machado, Dawn Pictures
• Gente Grande / Ana Maria de Oliveira Carneiro
• Porto, Sinfonia de uma Cidade / Puell
• Preito / Le.Fou
• Trabalhadores na Noite / José Machado, Dawn Pictures
• Anti-Postal / José Machado, Dawn Pictures
• Sem muralha nem porta / Rebéubéu
• Porto, Património Irrepetível / Valter Lopes, Tiago Ilharco e Filipe Neves
• Corredores|Criadores da Memória / CCRE-CEAU, FAUP
• Pernas para que te quero / Vasco Mendes e Andreia Garcia
• Como se contam Histórias do Povo / Dulce Branca Miranda
• Mercado do Bolhão / Cristina Braga
• Alegria com firmeza, firmeza com alegria / Tiago Cabral
• Compositor portuense F.C. Oliveira (1921-2004) / Daniel Oliveira
Júri: Mário Micaelo (Curtas Metragens CRL) / Luís Ismael (realizador, LightBox) / Heitor Alvelos (Universidade do Porto)
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LINHA EXIBIÇÕES / PROJECTOS APROVADOS
Categoria de 250 euros
• Vida à Parte (dança) / Companhia ao Vento, Pedro Carvalho
• Guerra Aberta II (teatro de rua) / Ricardo Trindade
• Senha 44 (teatro cómico) / Porta 27
• O Cenáculo (música) / Vasco Arizmendi
• Má-Hora (música, poesia) / João Lopes
• Space-Time Coltrane (música) / Minkowskvi
• The Cage (música) / Nuno Pinto de Carvalho
• Concerto Gaita de Foles (Música) / Associação Porto Céltico
• Exibição (música) / Associação São Nicolau
• Sem papas na espinha (teatro) / Margarida e Vítor Silva
• Operador de cabine polivalente (música) / João Ricardo (Música)
• José Maria Pedroto declama Agostinho da Silva numa pose à Soares dos Reis / Paulo Lima
Categoria de 500 euros
• Kanukanakina (música) / Miguel Pipa
• À nossa mesa (dança) / Companhia ao Vento
• Maiores de 18 (performance-instalação) / Susana Ribeiro
• Portugal dos Cabeçudos (teatro marionetas) / Cabeças no Ar
• Como ser feliz... (teatro) / Terra na Boca
• CLS 4G (instalação) / Wilma Moutinho
• Super-heróis (instalação) / Renata Portas e Renata Silveira
• Sarau a Pedais (novo circo) / Rui Eduardo Lopes Dias
• Irmãos esferovite (novo circo) / Nuvem Voadora
• Concerto (Música) / Sondoficina
Categoria de 1000 euros
• Sé à Rua / Cineclube do Porto
• Off Balance (teatro) / Radar 360
• Família Pestana (novo circo) / Radar 360
• Maria Vem à Janela (vídeo-instalação) / Ricardo Trindade
• Impresso Improviso (instalação, fotografia) / Geo de Souza
• Mund&Baile (dança) / Mund&Baile
• Manifesto (teatro, performance) / Alexandre Osório
Júri: Helder Sousa (Teatro Nacional São João) / Filipe Lopes (Casa da Música / Digitópia) / Joaquim Campos (ESMAE, Bandas do Exército)
Estes projectos seleccionados estão ainda condicionados à calibração das suas condições técnicas por parte da equipa de produção do Manobras no Porto
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LINHA GASTRONOMIA / PROJECTOS APROVADOS
• Petiscos e Miminhos ( em direto ) / Petiscos e Miminhos
• Francesinha vegetariana portátil / Casa da Horta, Associação Cultural
• D.O.C. (Denominaçao de Origem Controversa) / Mariana Carvalho
• Bocados / Diva Cruz, Joana M. Alves, Joana Campos, Pedro Silva, Sara Fernandes, Teresa Ribeiro
• Barcalhau à Gomes de Sá / Sofia Santos e Luca Dubini
Estes projectos serão sujeitos a uma última avaliação num workshop com supervisão profissional, a realizar em Setembro.
Haja Chão!
Haja Chão reúne acções que se apresentam como infra-estruturais para que as Manobras aconteçam. Estabelecem ligações e interacções; envolvem; registam; comunicam; levantam e preparam espaços. Através da actividade de documentação, esta linha serve ainda a Monitorização e a Comunicação do projecto.
Haja Coração!
Haja Coração é uma linha de acção que lida com matérias e impactos imediatos e emocionais, mas ainda assim resultantes de processos de mergulho na realidade do Centro Histórico do Porto. É modo de envolvimento por excelência, por não necessitar de racionalização ou verbalização excessivas. O som, a música, a experiência em directo assumem o fio condutor.
As acções orientam-se numa lógica de Levantamento > Oficina >Debate > Exibição, o que a torna especialmente coerente. Deverão ser articulados os trabalhos de levantamento, e distribuidos os públicos alvos e locais, de modo a pulverizar o Centro Histórico com estas actividades.
Haja Mão!
Fabrico de objectos, máquinas-instalações, manipulação da realidade próxima.
O conjunto dos projectos desta linha estrutura uma teia dedicada à concepção e fabricação de objectos, potenciando capacidades particulares da cidade. Compromete artesãos, oficinas e técnicas existentes no Porto com criadores e projectistas. Trabalha problemas quotidianos, soluções amadoras. Conquista espaços vagos como novas oficinas. Propõe as oficinas e o lazer como pretexto e modo de encontro. Coloca a questão da produtividade possível no Centro Histórico, aproximando a capacidade de criar e projectar do saber-fazer popular, e da disponibilidade de ambos para trabalhar juntos.
Haja Noção!
Haja Noção dedica-se a descobrir e estimular outros quotidianos no Porto. Acções mais pragmáticas do que reflexivas, colocam ainda assim em debate outros entendimentos de Centro Histórico através das suas dimensões mais essenciais: as rotinas quotidianas, a terra, os alimentos, a convivência no espaço público, o comércio, a subsistência e a realização pessoal.
Haja Nação!
Haja Nação dedica-se a projectar outras imagens de Porto. Projecções mais ou menos utópicas de futuros comuns, desejados, alcançáveis. Revelação de imagens alternativas à narrativa estabelecida. São acções aparentemente desligadas mas que, cada uma a seu modo, trazem à luz um pedaço da cidade em cruzamento com contextos e práticas não usuais. Destes cruzamentos projectam-se novas visões, revelam-se as capacidades dos envolvidos nas acções e estimula-se o campo de possibilidades dos apanhados pelos resultados.




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